segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Killers (2014)


Vi ontem no Motelx aquele que poderá ter sido um dos melhores filmes do festival. Surpreendentemente a sala não era a maior e não estava cheia. Por alguma razão há de ter sido.


Killers é apresentado como a nova obra de The Mo Brothers, a dupla de cineastas indonésios que anda a tomar o cinema asiático de assalto. Mostra um filme nu, cru, frio e nada longe do sádico. Com uma mensagem tão aterrorizante quanto a violência explícita das suas imagens.


É um filme que preza pela cinematografia, banda sonora, alguns planos excepcionalmente bem conseguidos e um bom desempenho geral de todo o cast. Pode deixar um bocado a desejar com o seu final abrupto, mas no fim saí da sala com uma sensação de satisfação. É um filme aconselhável a qualquer fã do Thriller asiático.



terça-feira, 9 de setembro de 2014

DEAKINS: Shadows In The Valley


Um tributo à obra de Roger Deakins, conceituado director de fotografia. Uma série de verdadeiras guloseimas para a retina, onde cada frame é digno de estampar em qualquer parede.
Editado por: Plot Point Productions

terça-feira, 22 de julho de 2014

5 Broken Cameras (2011)



Narrado e testemunhado em 1º pessoa, desde o início da ocupação israelita a uma aldeia palestiniana. O crescer da tenção, revolta e frustração por parte dos camponeses enquanto testemunham a ocupação das suas terras pelo exército israelita para a construção de aldeamentos (israelitas). Uma luta de força desproporcionais ao ponto do sadismo, de um lado, contra toda a originalidade possível de desempenhar por parte das populações.

Emad observa através do seu ímpar olhar o desenvolver de um conflito, a semente de um ódio que hoje é inevitável. Documenta os acontecimentos desde o 1º dia em que as tropas israelitas chegam à sua terra, bem como, em paralelo, o crescimento do 3º filho desde o dia do seu nascimento. É uma forma “perfeita” de ilustrar o conflito. Consegue demonstrar as repercussões que toda aquela guerra tem sob os habitantes da zona, mas também ajuda a compreender onde nasce o ódio, a vingança e a frustração. Usa o olhar de uma criança e consegue explicar a direcção para a qual aquele conflito se encaminha.

Ao longo do documentário Emad faz uso das suas câmaras até o momento em que cada uma delas é despedaçada pelas tropas israelitas. O final de uso de cada uma marca um capítulo fechado na história daquela população. Seja esse capítulo fechado por uma nova carga militar ou simplesmente um tiro de sniper, geralmente o início de um novo marca um crescente de desmesurado uso da força militar. No fim de contas o problema com que se deparam é nada mais que uma ocupação territorial e uso e abuso de força contra civis desarmados. Quer dizer, armados… com pedras.


Se este não é o género ideal de documentário então não sei qual será. O olhar de um vídeo amador, de quem vive e luta contra um problema. Se querem tentar perceber o que pode levar um homem ou mulher cometer suicídio ou juntar-se a uma causa armada, se querem tentar compreender qual o nível de desespero que uma pessoa pode suportar… podem começar por aqui.


“Healing is a challenge in life. It's a victim sole obligation. By healing, you resist oppression. But when I'm hurt over and over again, I forget the wounds that rule my life. Forgotten wounds can't be healed. So I film to heal. I know they may knock at my door at any moment. But I'll just keep filming. It helps me confront life. And survive.” – Emad Burnat


segunda-feira, 21 de julho de 2014

dual wielding machine guns horse riding?


Foi demais para mim…


No próximo filme quero ver um macaco fazer melhor que isto!


Ou isto…


E talvez, um dia, faça parte do elenco.



sábado, 19 de julho de 2014

Temas #1 - John Williams - Star Wars Main Theme (1977)


Aquela pequena composição que ao primeiro segundo de audição é invariavelmente arrastada para um lugar na nossa memória, geralmente associada a um filme que desde logo queremos rever. Temas que definem obras e sem os quais é impossível conceber a sua existência. Uma ligação entre dois mundos, duas artes, duas composições. 

Era inconcebível começar esta “rubrica” por outro tema que não fosse aquele que é talvez o maior hino sonoro da 7ª arte. Não digo que seja o melhor, mas é sem dúvida o mais reconhecido! Assim, por este exemplo é fácil de explicar. Duas notas e uma corrente viva de memórias percorre rapidamente os neurónios.