quarta-feira, 2 de julho de 2014

The Cabin in the Woods (2012)


Este podia ser mais um filme terror, daqueles bem cliché. Com um grupo de universitários que aproveitam um pequeno fim-de-semana para passar no meio da floresta e acabam a ser atacados por um bando de zombies, ou massacrados, ou torturados, ou qualquer outra coisa por qualquer outro monstro/perigo/predador. Mas por acaso até é esse tipo de filme. Ou será que não é? Eu nem consigo definir bem o género de filme que vi. 

Esse mesmo grupo de jovens, influenciado por uma agência secreta (que mesmo depois do final do filme, continua ser), é forçado a tomar um conjunto de decisões que invariavelmente vão levar ao seu massacre, um por um tal como em qualquer filme de terror que se preze. Tudo enquanto estão a ser monitorizados e encaminhados para o seu fim de vida prematuro. Uma versão gore de The Truman Show fundido com The Hunger Games

The Cabin in the Woods certamente terá o seu lugar especial entre os que desafiaram a regra, até porque mesmo o fazendo lá a foram cumprindo. Pode parecer confuso, mas só estou a tentar evitar spoilers. Tudo porque o filme em questão está tão carregado de twists que só mesmo vendo o filme é possível perceber o desafio de o descrever. 


De qualquer forma, é um filme razoável. Com todas as falhas que seriam de esperar e com a mesma dificuldade de sempre em entregar um final mais palpável. Só resta mesmo, para quem ainda não o fez, ver o filme. Não perde assim tanto, na sua essência é um bom entretenimento, ainda que muito mal explicado. But who cares?

“Yeah, uh, I had to dismember that guy with a trowel. What have you been up to?” - Marty


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Cinema em Cenas #7 - Mozart's originals - Amadeus (1984)


Uma das minhas cenas preferidas de um dos meus filmes preferidos. Penso que seja uma boa entrada para quem nunca viu o filme. Sem grandes SPOILERS, mas que carrega grande parte daquela que é a mensagem do filme. Uma pequena demonstração de genialidade, inveja e admiração.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Barry Lyndon (1975)


Não há dúvida que este será um dos melhores trabalhos de Kubrick e provavelmente um dos seus mais desvalorizados. Talvez pelo ritmo lento e de pouco entretenimento não será o tipo de filme que agrada ao espectador comum, mas, sem dúvida, vale a pena um pequeno esforço para aqueles que procuram uma verdadeira jóia do cinema.

Barry Lyndon é uma pequena odisseia de um jovem confuso e sem muitos princípios na europa do séc. XVIII. O acompanhar na vida de uma máscara fugida e escondida na dispersa sociedade aristocrática. Com passagens pelo exército, trapaças e tentativas de arrecadar títulos, esta obra acompanha o jovem irlandês desde o início da sua adolescência até o ponto mais alto a que a sua determinação e ambição o levaram. Tenta mostrar os interesses e a maldade do jogo de poderes na sociedade e pode ser transposto para a realidade dos nossos dias que vivemos numa sociedade cada vez mais provida interesses particulares em detrimento do bem comum.


Para mim, o mais interessante desta obra é sem dúvida toda a realização e envolvente que Kubrick consegue criar. Das duas vezes que tive o prazer de olhar para o ecrã e ver esta magnífica peça, fiquei obcecadamente preso naquelas cenas. Kubrick consegue o que qualquer realizador de filmes de época tenta... transportar o espectador para aquele mundo. É óbvio que não posso sequer imaginar como era a vida naquela época, mas o que se vê nesta obra é uma realidade que parece existir numa altura em que nem sequer havia câmaras. Ou seja, com os passeios de coche, as caminhadas à beira dos lagos, as festas e cerimónias, duelos, batalhas e cenas atrás de cenas filmadas somente à luz de velas sem recurso a luz artificial Kubrick transporta-nos, como poucos conseguem, para ali, para aquele momento.

Em última instância é um filme envolvente e, para mim, uma perfeita obra-prima, um quadro assinado por Stanley Kubrick.


“I’m not sure if I can say that I have a favourite Kubrick picture, but somehow I keep coming back to Barry Lyndon. I think that’s because it’s such a profoundly emotional experience.” Martin Scorcese


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Rise Sir Daniel!


Depois de nomes como Sean Connery, Charles Chaplin, Anthony Hopkins, Ian McKellen, Michael Caine, Patrick Stewart, Sidney Poitier ou Christopher Lee, chegou a vez de Daniel Day-Lewis receber a condecoração de cavaleiro da coroa Britânica. A partir de agora: “”The Oscar goes to: Sir…”



segunda-feira, 16 de junho de 2014

Cinema em Cenas #6 - Opening scene - Halloween (1978)


Uma cena absolutamente inquietante que por si só poderia ser uma curta de suspense. Um POV contínuo até aos últimos segundos e a terminar em cliffhanger. Genial!


segunda-feira, 9 de junho de 2014

WOW!


São os primeiros 5 minutos de 10.000 filmes. É só irem clicando na tela para fazer zoom e tentar identificar os que conseguirem! Boa sorte!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

The Cove (2009)


Sem dúvida alguma, este é o documentário mais emotivo que já vi. É revoltante, assustador e acima de tudo coloca-nos na posição de sermos obrigados a tomar consciência acerca dos nossos actos de consumo irracionais e desprovidos de qualquer pudor.

The Cove é um documentário centrado na chacina de dezenas de milhares de golfinhos, organizada anualmente em Taiji – Japão. Procura divulgar ao mundo as primeiras imagens daquele evento vergonhoso, bem como sensibilizar o espectador para o tipo de animais de que estamos a falar. É uma obra orquestrada por Ric O’Barry, o homem que ajudou a construir toda a indústria de delfinários espalhados pelo mundo e que desde a morte de um dos seus golfinhos se tornou no maior activista mundial em defesa desta particular espécie de cetáceos. O’Barry trabalha em prol da libertação de golfinhos detidos em cativeiro e mostra esta matança como uma consequência directa da procura incessante por novos espécimenes.

O documentário é construído como se de um filme de assalto a um banco se tratasse. Toda a preparação e planeamento, bem como a tecnologia de ponta que é usada para conseguir as imagens até então inacessíveis para qualquer ser humano. Sempre acompanhado por diversos relatos e ilustrações que ajudam a fomentar no espectador toda a uma luta interior por aceitação de um facto quase intocável socialmente, como é o caso do sofrimento dos animais selvagens detidos em cativeiro. Quantos de nós já visitaram parques temáticos e zoos? Quantos de nós já assistiram a shows de animais marinhos sem pensar no tipo de sofrimento a que aqueles animais estão expostos?


É aí que surge a importância deste filme. Podia simplesmente centrar-se na matança. Mas o que faz é pegar naquilo com que o espectador está familiarizado e sensibilizá-lo para todo o problema da procura de golfinhos.

É sem dúvida dos melhores documentários que já vi. E com toda a certeza o mais corajoso de todos. É importante que todos vejam esta peça, porque este não é um problema que se passa a não sei quantos mil km numa baía qualquer. É um problema que nasce e está enraizado na sociedade quando esta aceita que um animal capturado a não sei quantos mil km numa baía qualquer seja ferramenta de entretenimento.


"The dolphin smile is nature's greatest deception," Ric says. "It creates the illusion that they're always happy. I think this multi-billion dollar captivity industry is built on that optical illusion."




quarta-feira, 21 de maio de 2014

Bica #5 - Prospect


Já lá vai algum tempo desde a minha última publicação. Como é notório, há uma diminuição do número de publicações ao longo dos meses, principalmente por culpa deste semestre que já está na sua recta final e não me tem deixado margem para alimentar esta fogueira de paixão pelo cinema. É impressionante, para mim, que ao longo deste último mês apenas tenha conseguido ver 1 único filme. 1 filme em 1 mês inteiro! É terrível para quem gosta de ver cinema acima de tudo, ainda mais se esse filme visionado tenha deixado um “sabor agridoce na retina”.

No meu caso, vivo intensamente a experiência de ver um filme e muitas vezes fico uma semana ou mais com a adrenalina do filme no sistema. No caso deste filme, do qual gostava de escrever (mas não encontro tempo), a sensação deixada não foi a ideal e precisei de qualquer coisa que me “lavasse” rapidamente a mente. Segui o conselho de um bom amigo e vi a curta Prospect. Felizmente foi o suficiente para me sentir melhor.

Com uma cinematografia espectacular, Prospect apresenta-nos uma boa narrativa mas acima de tudo uma confirmação do que aí estará para vir por parte dos jovens realizadores.



terça-feira, 29 de abril de 2014

Happy Birthday #1 - Daniel Day-Lewis

Parabéns ao homem que cada vez que aparece na tela torna o visionamento do filme um evento especial. Aquele que já é considerado um dos melhores de sempre.